Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da Cultura
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Publicação:

Endereço: Av. Teresópolis, 2727 - Tel. 3336 2241 - 3339 4485

Cidade: Porto Alegre 

Proprietário Atual: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Portaria: 09/91 de 13.03.91

Número do Processo: 1921-08.04CODEC/90-5

Número de inscrição do Livro Tombo: 02 - Livro Tombo das Belas Artes 02

Data de inscrição no Livro Tombo: 23/09/1994

Data de publicação em D.O.: 18/03/1991

Informações históricas:

A história da Capela do Bom Pastor está relacionada à trajetória da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, irmandade religiosa fundada em 1835, por Santa Maria Eufrásia Pelletier (Rosa Virgínia Pelletier), com sede em Angers (França). Por causa da missão central das irmãs, voltada principalmente à conversão de mulheres, a assistência às detentas no Estado foi assumida pela Congregação em 1936. À época, não existiam as atuais edificações penitenciárias onde se localiza o bem tombado. O primeiro contrato entre o Estado e as irmãs foi assinado em 13 de junho de 1936. Em 13 de dezembro, chegaram oito religiosas vindas do Rio de Janeiro. Em 31 de dezembro de 1939, mudaram-se para uma casa da Av. Getúlio Vargas. E, em fins da década de 1940, uma nova edificação para abrigar as detentas, na atual Av. Teresópolis, estava concluída e sob administração das irmãs do Bom Pastor.

Em 20 de abril de 1970, a designação da ala esquerda do Instituto Bom Pastor, chamada, até aquele momento, de Instituto Feminino de Readaptação Social, tornou-se, por decreto, Penitenciária Feminina Madre Pelletier em homenagem à fundadora da Congregação. Os menores abrigados na ala direita do instituto foram entregues à FEBEM, ampliando o espaço do presídio. A Capela decorada por Emílio Sessa permaneceu sob administração religiosa até 1981, pois, em dezembro daquele ano, o Estado desapropriou as edificações da Congregação e o contrato entre as partes foi rescindido.

Em 23 de fevereiro de 1990, a Capela sofreu danos causados por um incêndio iniciado por uma detenta. Após algumas iniciativas no sentido de recuperá-la, a capela e as pinturas artísticas de Emílio Sessa foram tombadas em 13 de março de 1991. Todavia, nos anos seguintes o bem permaneceu carente de medidas visando a recuperação. Em 20 de março de 1996, outro incêndio atingiu a Capela Bom Pastor, destruindo parte significativa das dependências. Por fim, em outubro de 2011, foram concluídos os trabalhos de limpeza, higienização e organização da Capela, sob orientação do IPHAE, com o auxílio das detentas.

Fontes: Processo de tombamento.

Arquivos anexos

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado