Casa da Banha
Endereço: Pç.Cel. Pedro Osório, nº100/102, esq. Félix da Cunha
Cidade: Pelotas
Propriedade Atual: Particular
Portaria: Ato de Tombamento de 27.04.99
Número do Processo: 1869-1100-Sedac.96/1
Número de inscrição do Livro Tombo: 83 - Livro Tombo Histórico
Data de inscrição no Livro Tombo: 28/06/1999
Data de publicação em D.O.: 05/05/1999
Informações históricas:
O prédio foi construído entre 1830 e 1835 servindo de quartel-general a tropas imperiais durante a Guerra dos Farrapos (1836). Foi sede da Câmara Municipal por volta de 1870, conforme o historiador Mário Osório Magalhães. Foi redação e oficinas do extinto Jornal Diário de Pelotas por volta de 1889; foi colégio de José de Seixas (Colégio São Salvador), de Bernardo Taveira Júnior e, por último, do Dr. Brasiliano da Costa e Silva. Foi estação telegráfica. Foi prédio sede da União Republicana e da Igreja Evangelista. Foi quartel da polícia. Foi sede da Sociedade Musical Euterpe, formada por distintos “moços” do comércio local. Foi sede do Clube Carnavalesco Democrático. Foi prisão de chefes federalistas. Foi residência do Dr. Adolfo Gastal (1922). Em 1924 o prédio já pertencia ao Clube Caixeiral. A partir daí teve vários usos, resumindo-se (através de plantas) que tenha funcionado como hotel ou casa de cômodos no 2º piso e que tenha abrigado atividades comerciais e residenciais no térreo.
Em 1926 o prédio passou por uma grande reforma, perdendo suas características coloniais como o beiral e as janelas de guilhotina. Em 1949 sofreu pequenas reformas, passando a abrigar salas comerciais no 2º piso. Em 1933 houve outras intervenções quando o corredor lateral que havia pela Rua Félix da Cunha foi ocupado no 2º pavimento pelo prédio contíguo. O corredor ainda existe no pavimento térreo e continua sendo de propriedade do Clube Caixeiral; a parede que divide os dois sobrados (Casa da Banha e o nº 609 da Rua Félix da Cunha) é comum aos mesmos, de meação.
Informações arquitetônicas:
Sobrado de esquina construído sobre o alinhamento das ruas. O andar térreo tem caráter comercial, possuindo portas nas duas fachadas, e o andar superior apresenta oito janelas na fachada maior (Rua Félix da Cunha) e seis portas e sacadas com gradis de ferro trabalhado na fachada menor (Praça). Todas as aberturas têm verga reta. A platibanda possui ornamentação geométrica, com um pequeno frontão que marca o centro da fachada menor. Os relevos em massa que emolduram as aberturas também apresentam motivos geométricos, aparecendo ainda na marcação dos cunhais e das pilastras que dividem verticalmente as fachadas. A cobertura de quatro águas é de telhas de barro tipo capa-e-canal.
O prédio, construído no início do século XX, tem características coloniais, entretanto alterações realizadas em 1926 o transformaram num prédio eclético, com “linhas formais da linguagem historicista“. Nesta ocasião o beiral foi substituído pela platibanda e as janelas de guilhotina foram trocadas.
Fonte: Processo de tombamento.