Fonte Imperial
Endereço: Rua Sen. Pinheiro Machado, esq. Rua Avelino Luiz de Oliveira
Cidade: Santo Antônio da Patrulha
Proprietário Atual: Prefeitura Municipal de Santo Antônio da Patrulha
Portaria: 12/2008 de 12.06.2008
Número do Processo: 0045-1100/08-5
Número de inscrição do Livro Tombo: 93
Data de inscrição no Livro Tombo: 23/12/2010
Data de publicação em D.O.: 16/06/2008
Informações históricas:
A Fonte do Império está localizada em uma área pública arborizada e gramada, em desnível, próxima ao centro histórico da cidade. O recanto da fonte é cercado por muros de arrimo e taludes gramados, havendo árvores de grande porte nas imediações. A água jorra de uma canalização interna a uma carranca na parte inferior, sendo despejada em uma bacia rasa junto ao solo. Acima da bica encontra-se a data de 1847, em relevo.
Por volta de 1803, o Dr. Marcos Cristino Fioravante construiu no local um chafariz. Em 1826, o Imperador D. Pedro I, ao pernoitar em Santo Antônio da Patrulha tomou água do “chafariz” que abastecia a população. Preocupado com o sistema de abastecimento de água da cidade, o Imperador autorizou a construção da Fonte. O monumento foi concluído em 1847. Nela, estão impressas as armas do império, com a inscrição “Netuno Deus dos Mares”. Da boca de um rosto esculpido em pedra ferro, jorra água permanente. Na década de 1920 foi instalada uma bomba para puxar água para a Escola Professora Gregária de Mendonça. Quando a CORSAN instalou-se no município também encontrou na água da fonte o abastecimento para parte da população.
Após o desabamento de parte do frontão, em 2005, causado pela queda de uma árvore, foram tomadas medidas emergenciais de proteção. Em 2007, após licitação municipal, a Fonte foi restaurada segundo critérios já consagrados para prédios históricos. Foram introduzidos novos elementos para o reforço estrutural (em substituição ao elemento de concreto aparente) com menor comprometimento estético, e realizadas obras de reintegração da imagem da Fonte.
Informações arquitetônicas:
A construção em alvenaria dupla de tijolos de barro, utilizando terra e argamassa de cal, embora nem sempre valorizada nas substituições posteriores da pintura e revestimentos, apresenta detalhes decorativos criando a sensação de movimento, pela diferença de planos na superfície, com a presença das colunas e colunatas, arco e frontão curvo, inclusive com a forma semicircular da base onde se forma o espelho d’água. Foi construída com os conhecimentos tecnológicos da época, conservando estas características, inclusive nos símbolos do império e em alusão à mitologia.
Fontes: Processo de tombamento.