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Publicação:

Endereço: Rua General Zeca Netto, 20. esq. rua Florisberto O. Netto

Cidade: Camaquã 

Proprietário Atual: Município de Camaquã

Portaria: 21/92 de 03.04.92

Número do Processo: 00.346-11.00-SEDAC-9

Número de inscrição do Livro Tombo: 71 - Livro Tombo Histórico

Data de inscrição no Livro Tombo: 16/08/1994

Data de Publicação em D.O.: 29/04/1992

Informações históricas:

A edificação serviu como residência familiar, sede de fazenda e local de resistência. Seu proprietário, José Antônio Netto, mais conhecido como Zeca Netto, assumiu uma posição de destaque no cenário histórico e político da época. Era sobrinho do General Netto, que proclamou a República Rio-grandense em 1836.

Zeca Netto participou de movimentos revolucionários desde 1889 até 1936, se projetando no horizonte político da República Velha. Após a Revolução de 30, tendo amargado um exílio prolongado no vizinho Uruguai, foi nomeado Prefeito de Camaquã pelo então interventor Flores da Cunha. Nesse período organizou no município o Partido Republicano Liberal, a pedido de Flores. Com a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas, extinguiram-se os partidos políticos; Zeca Netto retirou-se definitivamente da vida pública, falecendo em 1948. 

Segundo parecer histórico incluído no processo de tombamento, a residência foi construída como uma fortificação, em área estratégica no alto de uma colina, com vistas à defesa de seus moradores, já que Zeca Netto temeria represálias após a sangrenta Revolução Federalista de 1893, na qual teve papel importante. O prédio foi concluído em 1904. Foi adquirido pela prefeitura de Camaquã em 1983 para ser utilizado como centro cultural. Atualmente abriga a Secretaria de Cultura de Camaquã e o Museu Histórico, que contém um acervo com mais de 800 peças, além do Memorial Zeca Netto, a Biblioteca Pública Municipal e a Biblioteca Barbosa Lessa.

Informações arquitetônicas:

A edificação conhecida como Forte Zeca Netto foi construída em linguagem eclética, pela mescla de elementos neoclássicos na fachada com diretrizes do colonial espanhol na forma de implantação (pátio interno) e no partido arquitetônico, com salas dispostas linearmente ao longo do extenso corredor longitudinal. Edificação sólida com grossas paredes externas, piso de assoalho com tábuas largas apoiadas em vigas de madeira a aproximadamente dois metros do solo, configurando porão. Sobre pilastras e paredes, presença de cornija encimada por platibandas com elementos geométricos em relevo.

Fonte: Processo de tombamento.

Arquivos anexos

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado