Prédio do Museu Antropológico Caldas Júnior
Endereço: avenida Borges de Medeiros, 427 - bairro Cidade Alta
Cidade: Santo Antônio da Patrulha
Proprietário Atual: Fundação Museu Antropológico Caldas Jr
Portaria: 57/2013
Número do Processo: 002860-1100/12-3
Número de inscrição do Livro Tombo: 128
Data de inscrição no Livro Tombo: 06/12/2013
Data de Publicação em D.O.: 11/09/2013
Informações históricas:
A casa que abriga o Museu Caldas Júnior foi construída por volta de 1820. Está próxima do local tido como marco inicial da cidade, que no início do século XIX já tinha um bom núcleo populacional. Na década de 1870, foi moradia da família do Juiz Francisco Antônio Vieira Caldas, pai de Caldas Júnior, fundador do jornal “Correio do Povo”. Caldas Júnior viveu nesta residência dos 4 aos 12 anos de idade.
O acervo abriga objetos que relembram épocas e mostram a realidade local. Em exposição permanente encontramos, a “Sala do Patrono”, que contam a história de Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior e sua vida em Santo Antônio da Patrulha, o “Quarto da Donzela”, mostra a vida das moças da localidade, pois para evitar uma fuga com o namorado o quarto era construído sem janelas.
Faz parte também da casa a “Cozinha da Terra”, a qual mostra uma típica cozinha luso - açoriana. O museu abriga também exposições temporárias de artistas plásticos e artesãos, além de exposições temáticas que revelam a cultura gaúcha, a predominante colonização açoriana e as diversidades étnicas. No seu interior o visitante confere o “Jardim do Imperador” com a centenária “Palmeira Imperial”.
Informações arquitetônicas:
O prédio do Museu está situado na Cidade Alta, uma área que concentra as edificações mais antigas da cidade, conservando ainda sua estrutura inicial, com espessas paredes externas de pedra, barro e cal, e internas, de pau-a-pique. A cobertura apresenta telhado com beiral e telhas cerâmicas tipo capa-e-canal, características das construções luso-brasileiras do período colonial. Muitas esquadrias foram preservadas – externamente, janelas de guilhotina com caixilharia de vidro e postigos - e internamente, portas de duas folhas, com bandeiras fixas, caixilhos e vidros transparentes. Os pisos são de tábuas largas, e o forro de madeira, em alguns cômodos tipo saia-e-camisa.
A declividade do terreno permitiu a inserção de um porão na parte posterior da edificação, sob o compartimento correspondente à cozinha, onde o antigo fogão foi reconstruído com tijolos e barro. A fim de atender às necessidades do Museu, foi construído um anexo de dois pavimentos junto ao prédio original. No pátio ao fundo do terreno, observa-se a palmeira imperial doada por D. Pedro I quando passou pela cidade. Os espaços internos foram ocupados por mobiliário e objetos do acervo, que representam a vida das famílias quando da construção da edificação. Peças confeccionadas por indígenas da região, assim como quadros que contam a trajetória de Caldas Júnior, entre outros objetos, também fazem parte do acervo.
Há registros das seguintes obras neste bem cultural :
- 2026: restauro.
Fontes: Processo de tombamento.