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Publicação:

Endereço: Praça Getúlio Vargas, 158

Cidade: Alegrete 

Proprietário Atual: Fundação Educacional de Alegrete

Portaria: 024/2010

Número do Processo: 000657-1100/10-3

Data de Publicação em D.O.: 19/10/2010

Informações históricas:

O prédio foi construído em 1890 por Pérsio de Sá Brito e sua mulher Maria da Glória de Freitas Sá, presumivelmente com finalidade residencial. Em 1893 passou a pertencer, através de permuta, a Alfonsina Saint Pastous, que o vendeu a Francisca Macedo da Fontoura em 1908. Em 1913 tornou-se propriedade de Amadeu Bicca de Medeiros, e em 1952 passou por herança a seu filho José Pinto de Medeiros, que em 1981, através de escritura pública, o doou à FAE – Fundação Educacional de Alegrete. Em 1985 ocorreu a inauguração do Museu de Artes José Pinto Bicca de Medeiros, que passou a funcionar no prédio. Em 2001 a instituição passou a denominar-se Museu de Arqueologia e Artes José Pinto Bicca de Medeiros, quando o NEPA – Núcleo de Ensino e Pesquisa Arqueológica – passou a integrar a instituição.

O imóvel localiza-se junto à Praça Getúlio Vargas, antiga Praça Quinze de Novembro, no centro da cidade de Alegrete, na esquina com a rua Nossa Senhora do Carmo, designado pelo número 158. Foi construído no alinhamento predial, em esquina, não possuindo jardim frontal ou lateral. Segundo o Registro de Imóveis, trata-se de uma edificação de alvenaria com doze peças, dois corredores, garagem e outras benfeitorias.

Informações arquitetônicas:

Construído no alinhamento predial, em esquina, o prédio possui uma parte original com paredes mais espessas e características construtivas diferenciadas; a área ampliada estende-se para os fundos do terreno, separando-se da construção original por um pátio interno. A edificação possui planta retangular, pavimento térreo com porão alto e uma espécie de camarinha no eixo de simetria, com duas aberturas frontais e cobertura em duas águas com telhas francesas.

A fachada principal é voltada para a praça, com acesso em posição central, janelas rasgadas com balcão e guarda-corpo em ferro trabalhado. Observando-se a fachada lateral do MAARA, verifica-se que a parte posterior da edificação diferencia-se da parte anterior pelo tipo e acabamento das aberturas.

Fontes: Processo de tombamento.

Arquivos anexos

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado