Prédio do Museu Oswaldo Aranha
Endereço: Praça Getúlio Vargas nº 585
Cidade: Alegrete
Uso Atual: Museu
Portaria: 03/2014
Número do Processo: 000851-1100/10-3
Número de inscrição do Livro Tombo: 137
Data de inscrição no Livro Tombo: 15/05/2014
Data de Publicação em D.O.: 22/01/2014
Informações históricas:
A edificação tem sua história ligada à vida do embaixador e senador Oswaldo de Souza Aranha, figura de projeção nacional e internacional. O prédio testemunha o padrão de vida urbano das famílias proprietárias de terra na zona sul do Estado ainda no século XIX e possui detalhes construtivos característicos da época, com requintado acabamento e valor estético.
O prédio, do fim do século XIX, pertenceu ao casal Manoel de Freitas Valle e Luiza Jacques, tios maternos de Osvaldo Euclides de Souza Aranha. Este, de acordo com a tradição oral, nasceu na casa no dia 15 de fevereiro de 1894. Oswaldo Aranha foi político, diplomata e ministro nos governos de Getúlio Vargas. Foi embaixador em Washington entre 1933 e 1937 e Ministro das Relações Exteriores em 1938.
Em 19 de março de 1981, o imóvel acima descrito foi transmitido da União Federal e como adquirente a Fundação Nacional Pró-Memória, que foi representada no ato pelo procurador Arquiteto Julio Nicolau Barros de Curtis, pelo título de Certidão de Transferência. Esta Fundação foi instituída pela Lei nº 6.757, de 17 de dezembro de 1979, vinculada ao Ministério da Cultura, com a interveniência da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 20 de outubro de 1988, foi feito um termo de Cooperação Técnica entre a Fundação Nacional Pró-Memória, o Município de Alegrete e a Fundação Educacional de Alegrete, visando a implantação do Museu Oswaldo Aranha, em pleno funcionamento até os dias atuais, Julho de 2006.
Informações arquitetônicas:
O imóvel está situado junto à Praça Getúlio Vargas, na área urbana de Alegrete, com área construída de 446,82 m², sem recuos laterais e frontais, com a fachada frontal alinhada ao passeio público. Possui acesso principal no eixo de simetria, no centro da fachada. Há pisos e ladrilho hidráulico e tabuão de madeira, forro tipo saia-e-camisa entabeirado, janelas em madeira com vidros externos, escuros internos e bandeiras envidraçadas. A cobertura é de telha cerâmica tipo capa-e-canal e estrutura de madeira, com platibanda e calhas na fachada frontal.
Fonte: Processo de tombamento.